<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-6988450099395181946</id><updated>2011-12-16T05:31:12.717-03:00</updated><title type='text'>Herdeiros de Clarice - O caso do poema Mude</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://herdeirosdeclarice.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6988450099395181946/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://herdeirosdeclarice.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Edson Marques</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-m-5Jh8f5GqU/TYRtiM6WnZI/AAAAAAAAAVE/ZmxdqEiOHXI/s220/edson2003.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>3</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6988450099395181946.post-1189922284612694735</id><published>2011-08-03T05:52:00.002-03:00</published><updated>2011-10-04T10:12:33.103-03:00</updated><title type='text'>Atualizar com dados de 2011</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: 100%;"&gt;Vencemos na Primeira Instância.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aguardamos o desfecho do Processo em Segunda Instância.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6988450099395181946-1189922284612694735?l=herdeirosdeclarice.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6988450099395181946/posts/default/1189922284612694735'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6988450099395181946/posts/default/1189922284612694735'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://herdeirosdeclarice.blogspot.com/2011/08/2011.html' title='Atualizar com dados de 2011'/><author><name>Edson Marques</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-m-5Jh8f5GqU/TYRtiM6WnZI/AAAAAAAAAVE/ZmxdqEiOHXI/s220/edson2003.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6988450099395181946.post-4113414168868719030</id><published>2008-08-19T18:25:00.004-03:00</published><updated>2011-10-04T10:45:46.563-03:00</updated><title type='text'>Coisas do advogado da Leo Burnett</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#000000;"&gt;Em &lt;b&gt;agosto de 2002&lt;/b&gt; a Leo Burnett designou um advogado para conversar comigo: Dr. Durval Santos Amaral Pace. Tivemos duas reuniões em seu escritório, na Avenida Paulista, em São Paulo. Na segunda delas, ele, grosseiramente, ameaçou-me de "entrar com ações cíveis e criminais" (sic) contra mim, caso eu continuasse a defender publicamente que era o autor do poema Mude. Aliás, isso ele voltou a repetir por e-mail posteriormente. Ele afirmava "ter certeza absoluta" (sic) de que o poema Mude era de Clarice Lispector. Esse advogado da Leo Burnett chegou mandar e-mail para mim em que o assunto (colocado por ele, pateticamente) era isto: "Poema Mude, de Clarice Lispector" (sic). Trocamos e-mails por mais de um ano. E ele sempre tentando demover-me da idéia de que o meu poema era meu...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele afirmava sempre "estar convicto" (sic) que o poema Mude era de Clarice Lispector. Um dia chegou a dizer que iria "ao Rio de Janeiro buscar as provas" (sic) com os herdeiros de Clarice.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;E foi...&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso tudo está documentado: são dezenas de e-mails.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mim, só me restava rir de tamanha desfaçatez!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Coisas de advogado inexperiente...&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veja abaixo um pouco da história:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6988450099395181946-4113414168868719030?l=herdeirosdeclarice.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6988450099395181946/posts/default/4113414168868719030'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6988450099395181946/posts/default/4113414168868719030'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://herdeirosdeclarice.blogspot.com/2008/08/coisas-do-advogado-da-leo-burnett.html' title='Coisas do advogado da Leo Burnett'/><author><name>Edson Marques</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-m-5Jh8f5GqU/TYRtiM6WnZI/AAAAAAAAAVE/ZmxdqEiOHXI/s220/edson2003.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6988450099395181946.post-1590722662031383749</id><published>2008-08-16T13:00:00.005-03:00</published><updated>2011-10-04T10:34:23.950-03:00</updated><title type='text'>Durval Pace</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;color:#000000;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Texto escrito em Maio de 2004.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;b&gt;Dr. Durval Pace&lt;/b&gt;,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;V. Sa. parte de uma premissa falsa – a de que o poema “Mude” foi escrito por Clarice Lispector – e sobre ela constrói o edifício todo da sua argumentação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, para que V. Sa. não acabe soterrada nos escombros do que diz, &lt;span style="color:red;"&gt;&lt;b&gt;ingressamos em juízo contra a Leo Burnett&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;, inicialmente com uma Ação Cautelar de Apresentação de Documentos, no Foro de Santo Amaro, em São Paulo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Processo número: &lt;b&gt;DEPRI7.1 04052004 1633 002.04.023175-7&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Decidi que já era tempo de formalizarmos nossas posições com um pouco de seriedade e de responsabilidade – coisas que eu não pude perceber nos documentos que V. Sa. me enviou. Seus e-mails mais recentes primam pela ofensa inconseqüente à minha honra e pela falsidade de segunda mão. V. Sa. não conseguiu manter o distanciamento crítico do assunto – que eu suponho ser sempre necessário –, envolveu-se com os “herdeiros de Clarice” numa espécie de conluio inexplicável, e acabou encampando-lhes a “tese”, obviamente falsa, de que foi Clarice Lispector quem escreveu o poema “Mude”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Parece-me que essa atitude de V. Sa. extrapola sua condição de advogado da Leo Burnett e da Fiat. Aliás, sua ênfase na cega defesa dos “herdeiros” chegou ao ponto de V. Sa. colocar como “assunto” do seu último e-mail a seguinte frase: “Poema Mude, de Clarice Lispector” (sic). Achei deselegante, quase uma criancice. Mas, enfim, um direito seu. Apenas lembro-lhe que a falsa ironia depõe contra aquele que a profere.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto, V. Sa. terá agora a oportunidade de defender em juízo as posições da Leo Burnett a respeito do poema “Mude”, especialmente aquelas que eu sempre disse não terem fundamento. Vou conceder-lhe, com isso, a chance de demonstrar oficialmente, em nome da Leo Burnett, que &lt;b&gt;não mente&lt;/b&gt; quando diz que o poema “Mude” foi escrito por Clarice Lispector.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Permitamos que um juiz decida sobre tais fatos, com base nas provas que apresentaremos.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, em face de V. Sa. não ter entendido nada do que escrevi no e-mail que lhe mandei em 09 de maio de 2004, e contrariando as orientações do meu advogado, reitero aqui certas passagens do referido e-mail. Começo por lembrar-lhe uma frase de Contardo Caligaris (FSP, p.E10, 20/05/04):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;“Quando alguém quer nos intimidar, é a hora de se expor, pagar o blefe ou levar uma paulada, tanto faz; o importante é forçar quem intimida a mostrar seu jogo.”&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Senti que V. Sa., em nome da Leo Burnett, da Fiat e dos “herdeiros de Clarice Lispector”, tem querido &lt;i&gt;intimidar-me&lt;/i&gt; de uma forma inaceitável. &lt;b&gt;Além de não responder a nenhuma das perguntas que lhe fiz&lt;/b&gt;, V.Sa. diz, textualmente, que “o propósito da realização de reunião entre V. Sa. e o representante de Clarice Lispector, sob nossa intermediação, será o de &lt;b&gt;reafirmar a autoria do poema àquela escritora.&lt;/b&gt; (sic).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que é que V.Sa. quis dizer com essa frase tão mal construída?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;“Reafirmar a autoria do poema àquela escritora”... (sic)&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;O que é que isso significa?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás, espero que V. Sa. nunca se esqueça de que essa reunião foi &lt;b&gt;&lt;span style="color:red;"&gt;proposta por mim&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;, mediante Notificação extrajudicial que mandei à Leo Burnett. Que não se invertam as autorias das propostas! E o &lt;b&gt;propósito&lt;/b&gt; da reunião (que &lt;b&gt;eu propus&lt;/b&gt; – seguindo palavras da própria Leo Burnett, redigidas por V. Sa.) &lt;u&gt;era a apresentação, pelos “herdeiros”, das provas de que o poema “Mude” havia sido escrito por Clarice Lispector.&lt;/u&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo, pergunto: Por que V.Sa. não escreve, claramente, que os herdeiros de Clarice “estarão vindo a São Paulo com as provas de que Clarice Lispector escreveu o poema Mude”?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Por que essa tergiversação inócua e mistificadora?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que a tentativa de &lt;i&gt;enrolar-me&lt;/i&gt; com uma frase de falso duplo sentido?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que V. Sa. não me acusa logo de ter “plagiado um poema de Clarice Lispector”?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao analisar o conteúdo e o significado do seu e-mail, tive vontade de dizer-lhe que &lt;i&gt;"rábulas de xadrez&lt;/i&gt; do interior, ao tentarem convencer autoridades caipiras, para salvar bêbados pobres, produzem texto com semiologia semelhante" – mas, resolvi conter-me...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que V. Sa. não arrisca logo sua credibilidade e diz, claramente, que &lt;i&gt;“o poema Mude foi escrito por Clarice Lispector e estamos ingressando em juízo contra o escritor Edson Marques, em Ação por plágio”&lt;/i&gt;?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dê um salto profundo, Dr. Durval Pace. Mude. Chega de ficar nesse lusco-fusco tedioso. Arrisque algo mais nobre. Leia o poema “Mude”. &lt;b&gt;Eu escrevi&lt;/b&gt; esse poema para ser lido inclusive por advogados!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_iehFShbqk-U/SKdKf6XzTNI/AAAAAAAAAOk/gB0t1mjYdZA/s1600-h/Mude-Veja2-cor.gif"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5235235003946978514" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_iehFShbqk-U/SKdKf6XzTNI/AAAAAAAAAOk/gB0t1mjYdZA/s400/Mude-Veja2-cor.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora, se V. Sa. (extrapolando a condição de advogado da Leo Burnett / Fiat, e assumindo &lt;i&gt;a priori&lt;/i&gt; a defesa dos “herdeiros de Clarice”) tem assegurado que o autor do poema “Mude” não sou eu – e supondo não esteja mentindo – todos somos levados a concluir que V.Sa. me acusa de plagiador. Ou não?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que esse discurso indireto, dúbio, falso, estranho?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, os herdeiros de Clarice Lispector lhe disseram que virão a São Paulo, &lt;b&gt;exclusivamente para conversar comigo&lt;/b&gt;? Mas, se eles “têm certeza” de que o poema “Mude” foi escrito por Clarice, por que ainda querem &lt;i&gt;conversar&lt;/i&gt; comigo? E tais herdeiros virão sem documentos e sem provas? Só querem mostrar-me o recibo de venda de um poema alheio? Quererão convencer-me com o xerox frio de nota fiscal? Ou talvez queiram convencer-me mediante oferta de um pirulito de abóboras? Virão a São Paulo só para “reafirmar a autoria do poema àquela escritora” (sic)!?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;É pra rir já – ou depois?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_iehFShbqk-U/SKdMv7g7yGI/AAAAAAAAAO8/aU-KgG3lVLE/s1600-h/Mude-Anuncio-P&amp;amp;M.gif"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5235237478154881122" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_iehFShbqk-U/SKdMv7g7yGI/AAAAAAAAAO8/aU-KgG3lVLE/s400/Mude-Anuncio-P%26M.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também resolvo deixar aberta, &lt;b&gt;mas apenas por cinco dias&lt;/b&gt;, a possibilidade de realização daquela nossa reunião – proposta por mim, não se esqueça – desde que a seguinte condição sine qua non seja aceita integralmente por V. Sa. e pelos “herdeiros de Clarice”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha condição &lt;b&gt;&lt;span style="color:red;"&gt;sine qua non&lt;/span&gt;&lt;/b&gt; é esta:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo no início dessa eventual reunião – antes mesmo do habitual aperto de mãos – os “herdeiros de Clarice” (ou seus representantes) deverão, &lt;b&gt;necessariamente&lt;/b&gt;, responder a uma pergunta, de forma bem clara, sem rodeios, dicotomicamente, com um simples “sim” – ou com um simples “não”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A pergunta é muito importante, bem simples, bastante compreensível, facílima de ser respondida, e &lt;b&gt;profundamente esclarecedora&lt;/b&gt;:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ei-la:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color:red;"&gt;Foi Clarice Lispector quem escreveu o poema “Mude”? &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;b&gt;Se a resposta deles for ”&lt;span style="color:red;"&gt;NÃO&lt;/span&gt;"&lt;/b&gt;, exigiremos que tais “herdeiros” (ou seus representantes) retirem-se imediatamente. Não será preciso nem despedir-se... Afinal, se não foi Clarice quem escreveu o poema “Mude”, o que é que seus “herdeiros” teriam a ver com esse caso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Porém, se a resposta deles for “&lt;span style="color:red;"&gt;SIM&lt;/span&gt;”&lt;/b&gt; – prosseguiremos com a reunião, ouviremos respeitosamente o que os tais “herdeiros” (ou seus representantes) têm a dizer, porém exigiremos uma cópia das &lt;b&gt;“provas”&lt;/b&gt; de que o poema “Mude” tenha sido escrito por Clarice Lispector – “provas” que eles obviamente deverão estar trazendo, pois, se pretenderem dizer “sim”, suponho que as tragam. Porque, se for só para &lt;b&gt;conversar&lt;/b&gt; comigo, que não venham!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acontece que se isso acontecer, ou seja, se os “herdeiros” confirmarem que tal poema foi escrito por Clarice Lispector – e apresentarem “provas” de que Clarice escreveu realmente o poema “Mude”, tais &lt;i&gt;provas&lt;/i&gt; serão necessariamente &lt;b&gt;falsas&lt;/b&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veja bem: estou antecipando uma acusação, condicionada à apresentação de supostas provas de que Clarice Lispector escreveu o poema “Mude”:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se a resposta dos herdeiros de Clarice for “sim”, portanto, &lt;b&gt;estaremos perante falsários que tudo faremos para colocar na prisão! &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color:red;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;E o famoso comercial da Fiat vai se transformar num belo caso de polícia!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Estas são as minhas condições.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Se não forem integral e rigorosamente aceitas, não haverá reunião.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E se os “herdeiros de Clarice Lispector” estiverem pretendendo apenas justificar, pateticamente, a venda desonesta do meu poema “Mude”, que reunam-se com a Leo Burnett. Ou com V. Sa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vir a São Paulo só para &lt;i&gt;conversar&lt;/i&gt; comigo é uma bobagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não tenho interesse algum em &lt;b&gt;conversar&lt;/b&gt; com esse tipo de gente!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Repito: &lt;b&gt;o meu caso é só com a Leo Burnett&lt;/b&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, talvez, em última instância, com a Fiat.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Peço desculpas a Marcello Queiroz, a Denise Millan e a Otávio Ribeiro, por mandar-lhes cópia de mais um texto – mas é que vocês três estão de alguma forma envolvidos nessa história. E gostaria que Clarice Lispector fosse ainda viva – só para que juntos lamentássemos as besteiras que certas pessoas cometem em nome dela...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom ressaltar que &lt;b&gt;nada do que digo precisa ficar sob “segredo de Justiça”&lt;/b&gt;. Tudo que eu digo e escrevo aqui – e também tudo que eu disser em juízo no caso “Mude” – pode ser publicado livremente, por qualquer pessoa, com qualquer propósito, em qualquer tempo e em qualquer lugar. Porque estou falando a verdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E não preciso esconder nada!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até hoje, ao contrário dos “herdeiros de Clarice”, nunca vendi nenhum poema alheio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Finalizo este e-mail lançando, sem ironia alguma, um repto:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se o advogado Durval Pace, a Leo Burnett e os “herdeiros de Clarice” &lt;b&gt;estiverem falando a verdade&lt;/b&gt; no caso do poema “Mude” – ou seja, se tal poema &lt;b&gt;foi realmente escrito por Clarice Lispector&lt;/b&gt; – vou desativar o blog &lt;/span&gt;&lt;a href="http://mude.blogspot.com/"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Mude&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; imediatamente, comprar uma passagem da American Air Lines, via Londres, e mudar-me, no máximo em cinco dias úteis, para uma casinha de taipa nos arredores da prisão de Abu Ghraib, no Iraque.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Meu passaporte está ok, e nada me impede de viajar ao exterior. Para que não pensem ser isto uma bravata, registro em Cartório esta promessa.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, se o advogado Durval Pace, a Leo Burnett e os “herdeiros de Clarice” estiveram até agora &lt;b&gt;mentindo&lt;/b&gt; no caso do poema “Mude” – ou seja, se tal poema não foi escrito por Clarice Lispector – espero que se retratem, publicamente, dentro de cinco dias úteis, com todas as conseqüências legais e processuais cabíveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há terceira opção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_iehFShbqk-U/SKdGbMx6JbI/AAAAAAAAAOE/qF_NwQM5hPI/s1600-h/Mude-Registro-BN.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5235230524942460338" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_iehFShbqk-U/SKdGbMx6JbI/AAAAAAAAAOE/qF_NwQM5hPI/s400/Mude-Registro-BN.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Devo lembrar que meus amigos, meus amores e meus leitores (dos meus livros e do meu blog &lt;/span&gt;&lt;a href="http://mude.blogspot.com/"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Mude&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;), o Abujamra, o Pedro Bial, o Heródoto Barbeiro, a Vanessa Di Sevo, o Marcello Queiroz, o Antoninho Rossini, a Diretoria da Ordem Nacional dos Escritores, o membros do Clube de Poesia, o pessoal da Folha de S. Paulo, da Revista Veja, do Diário do Grande ABC, da Tribuna da Imprensa, os professores da USP que me conhecem, meu editor, meus irmãos, minha mãe – todos estão aguardando o desfecho desse caso. &lt;b&gt;Se V. Sa. estiver mesmo falando a verdade quando diz não ter sido eu o autor do poema “Mude”, não mais terei como olhar nos olhos dessas pessoas&lt;/b&gt;. Por isso, só me restaria mesmo mudar-me para o Iraque.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, se V. Sa. se enganou, terá de explicar muito bem por que é que demorou tanto a reconhecer o erro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#c0c0c0;"&gt;Portanto, teremos, dentro de alguns dias, ou um poeta no desterro – ou um advogado arrependido. Isto, claro, se restar de parte a parte um pouquinho de dignidade.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atenciosamente,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Edson Marques.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maio de 2004.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Detalhes em &lt;/span&gt;&lt;a href="http://desafiat.blogspot.com/"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;DesaFiat&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E-mail enviado a Leo Burnett, em 29 de maio de 2004, com cópias para:&lt;br /&gt;Dr. Durval Pace&lt;br /&gt;Dr. Otávio Ribeiro&lt;br /&gt;Marcello Queiroz (Jornal Propaganda &amp;amp; Marketing)&lt;br /&gt;Denise Millan (Leo Burnett - Diretora da conta da Fiat).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;MAS TEM UMA COISA QUE ATÉ HOJE ME PARECE INEXPLICÁVEL:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que é que um advogado, já com alguns anos de experiência como parece ter esse Dr. Durval Pace, ficou trocando e-mails com a parte contrária, tentando defender seu cliente num caso a priori perdido? Aliás, defendendo mais ainda o filho de Clarice Lispector (que nem era parte no processo). Por que um advogado desse nível chegou a comportar-se dessa forma tão primária, fazendo inclusive ameaças à parte contrária por e-mail?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pareceu-me uma atitude meio bobinha dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veremos.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6988450099395181946-1590722662031383749?l=herdeirosdeclarice.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6988450099395181946/posts/default/1590722662031383749'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6988450099395181946/posts/default/1590722662031383749'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://herdeirosdeclarice.blogspot.com/2008/08/durval-pace.html' title='Durval Pace'/><author><name>Edson Marques</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-m-5Jh8f5GqU/TYRtiM6WnZI/AAAAAAAAAVE/ZmxdqEiOHXI/s220/edson2003.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_iehFShbqk-U/SKdKf6XzTNI/AAAAAAAAAOk/gB0t1mjYdZA/s72-c/Mude-Veja2-cor.gif' height='72' width='72'/></entry></feed>
